28 fevereiro 2012

Filme "A Invenção de Hugo Cabret"


Lindo! É a primeira palavra que me vem à mente para descrever o novo filme de Scorsese.
Uma declaração de amor à sétima arte como há muito não se via.
Com uma qualidade de imagem em 3D fantástica, uma história envolvente e um roteiro bem escrito, “As Invenções de Hugo Cabret” tem sim porquê  concorrer ao Oscar.
O filme é emocionantemente bem feito.
Aliás, o longa é recordista em indicações esse ano, concorre em onze categorias.
Em um tom nostálgico, o filme conta a história da invenção do cinema, com os Irmãos Lumière e George Méliès, uma das pessoas mais responsáveis pela divulgação da sétima arte.
Podemos assistir na íntegra o primeiro filme dos Irmãos Lumiére exibido para uma platéia “A Chegada do Trem na Estação”, e também vemos cenas reproduzidas de algumas obras de Méliès, além de imagens originais do clássico “Viagem à Lua”.
Apesar disso tudo, o filme nem passa perto de ser um documentário, pois toda a história é contada através de uma outra história que fala de amor e amizade.
Hugo é um menino de doze anos que vive em uma estação de trem em Paris desde que seu pai morreu e ele foi obrigado a morar com um tio alcoólatra que cuida dos relógios da mesma.
Os relógios da estação estão em funcionamento graças a Hugo, que faz tudo escondido, já que uma criança vista sozinha por lá poderia ser entregue a um orfanato.
O pai de Hugo era relojoeiro daí o seu conhecimento pelas engrenagens das horas.
Pouco antes de morrer, o pai de Hugo lhe mostrara a sua última descoberta.
Perdido nos armários do museu, ele encontrou um andróide sentado em uma escrivaninha, com uma caneta na mão, pronto para escrever uma importante mensagem.
Hugo acredita que essa mensagem é de seu pai para ele.
Assim, começa uma odisséia em busca de pequenas engrenagens para que o andróide volte a funcionar. Hugo não imaginava, mas essa procura iria transformar a sua vida e a de muitos outros ao seu redor. Belíssimo. Recomendo!

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