07 outubro 2011

Animação francesa “Um Gato em Paris” estreia em circuito nacional em 21 de outubro



Sucesso em seu país de origem, onde foi visto por cerca de 400 mil espectadores, “Um Gato em Paris” (“Une Vie de Chat”, no original) já havia conquistado a crítica brasileira quando foi exibido no Festival Varilux de Cinema Francês em junho último. Dirigido por Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli – ambos do renomado estúdio Folimage – o longa estreia no país, em 21 cidades (lista abaixo), no dia 21 de outubro. Um projeto que demorou mais de cinco anos para ficar pronto, o filme inova ao trazer uma história policial para crianças – o que é raro no cinema – ao mesmo tempo em que recupera a tradição do desenho feito à mão. No Brasil, o filme é distribuído pela Bonfilm.


O gato do título é Dino que, durante o dia, mora na casa da delegada Jeanne e sua fila Zoe. À noite, o bichano acompanha Nico, um ladrão que percorre Paris pelos telhados para praticar seus roubos. Paralelamente à investigação dos misteriosos furtos, a delegada ainda tem que lidar com a possibilidade de roubo de uma obra de arte africana pelo grande vilão Victor Costa e seu bando – responsáveis pela morte do marido dela em uma tentativa anterior de levar a mesma peça. Em uma tomada, a catedral de Notre Dame serve de cenário para uma perseguição eletrizante. No filme, a cidade de Paris tem a mesma importância de um personagem.

Quebrando paradigmas e evitando o maniqueísmo, “Um Gato em Paris” é destinado às crianças, jovens e adultos (indicado para crianças a partir dos seis anos. Mas o filme também promete agradar aos pais). “Coloquei algumas pitadas para os cinéfilos. Uma conversa entre os bandidos que lembra Scorsese, um quarteto de gângsteres de meia tigela de apelidos esquisitos tirado de ‘Cães de Aluguel’, ou uma cena em homenagem a ‘O Mensageiro do Diabo”, revela Alain Gagnol, fã do cinema americano. Do ponto de vista técnico, o traço sensível e as imagens pictóricas remetem à influência de Matisse, Modigliani e Picasso no desenho dos franceses. Ao todo, cerca de 60 pessoas trabalharam na produção dos 769 planos.

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